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Ao longo dos anos, a Medicina tem buscado métodos menos invasivos e de alta resolutividade para o tratamento da flacidez cutânea. Tradicionalmente, o tratamento para a perda da elasticidade da face e do pescoço é realizado através de cirurgia ou lifting. No entanto, cada vez mais pessoas buscam opções menos invasivas e com menor tempo de recuperação.

Durante a última década, lasers ablativos, como o CO2, propiciaram a resolução de rugas superficiais, diminuição de poros e cicatrizes, mas com resultados variáveis em relação à flacidez, tempo prolongado de recuperação e risco de discromias na pele. Porém, foi desenvolvida uma nova tecnologia denominada ultrassom microfocado (Doublo), o qual atinge os tecidos dérmicos mais profundos, promovendo um aumento de colágeno. Pode ser utilizado em conjunto a outros tratamentos, como Botox, preenchedores e skinboosters para melhorar a flacidez cutânea.

O sistema músculo-aponeurótico superficial da face e pescoço (SMAS) é formado por fibras elásticas e matriz extracelular e se relaciona a alguns músculos faciais específicos, como o orbicular, elevador do lábio superior e platisma (do pescoço) para realizar a contração muscular. O colágeno diminui 6% a cada década no SMAS e essa perda produz rugas nasolabiais proeminentes e perda de contorno facial.

O ultrassom microfocado Doublo é direcionado para o tecido subcutâneo e para o sistema músculo-aponeurótico superficial (SMAS). O Doublo aumenta a temperatura no SMAS em torno de 60oC, proporcionando pequenas áreas de coagulação. Há, então, uma resposta inicial de aumento da firmeza da pele devido à contração do colágeno imediatamente após o tratamento. A segunda fase da resposta é vista ao longo de 3 a 6 meses devido ao aumento da produção do colágeno pela resposta inflamatória causada pelo ultrassom. Os efeitos benéficos do tratamento duram em torno de seis a dezoito meses.

Este tratamento é indicado para as pessoas que apresentam flacidez cutânea de leve a moderada e que não desejam se submeter a procedimento cirúrgico. Produz um lifting da área frontal, dos tecidos abaixo do queixo, pescoço e colo. Pode-se repetir o tratamento após três meses da primeira sessão para melhores resultados.

Os efeitos adversos são geralmente leve a moderados; transitórios. A maioria consiste de edema, eritema e equimoses, os quais podem durar alguns dias. Outros efeitos, mais raros, consistem em disestesia, lesões urticariformes, alteração da cor da pele e pápulas.

As contra-indicações ao procedimento são gravidez, amamentação, doenças do colágeno, como lúpus ou artrite reumatóide, câncer ativo, quimioterapia, diabetes descompensado, uso de anticoagulantes e infecções cutâneas. Pacientes obesos ou que apresentam flacidez grave obtém melhores resultados com o lifitng cirúrgico. O ultrassom deve ser realizado antes ou após um mês de outros procedimentos estéticos, como botox e preenchimento.

Para a realização do procedimento, recomenda-se anestesia tópica 45 minutos antes do início da sessão. Nos pacientes mais sensíveis, podem-se utilizar analgésicos, pois a sensação é de micro-punturas durante a aplicação.

O ultrassom microfocado é tratamento considerado seguro, que promove um lifting e maior firmeza da pele, sem necessidade de afastamento do trabalho, por não atingir as camadas mais superficiais da pele. O médico pode utilizá-lo dentro de um plano de tratamento para melhorar o turgor e conferir aparência mais jovem para o paciente. Converse com seu dermatologista!